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Ah, o verão…

vp2O VERÃO

“No verão, o sol reina; o coração reina em nós. No verão não se deve forçar nada, pois já não é tempo de criar. A vida alcança sua plenitude exatamente do jeito que está.

Conselhos do Imperador Amarelo para bem viver o verão: “As pessoas não devem se cansar durante o dia nem consentir que seu espírito se irrite. Devem permitir que se desenvolvam as melhores partes de seu corpo e de seu espírito; devem permitir que seu hálito se comunique com o mundo exterior e devem proceder como se amassem tudo o que existe exteriormente.”

Procuramos sombra e água fresca – fresca, herói, não gelada: não se trata um extremo com outro. No frio usamos os mornos, no calor usamos os frescos. As bebidas geladas cortam o calor do aquecedor médio (que faz parte do sistema triploaquecedor), provocando a dilatação do estômago e do intestino e favorecendo resfriados e parasitoses intestinais, entre outros inconvenientes. Aliás, na tradição chinesa não se come nada frio: no mínimo os alimentos são passados numa chapa. Peixe cru, jamais, nem carne crua, pois dizem que provoca estagnação a nível dos intestinos. Duas regras de cozinha chinesa explícita, cozinhar sempre e nunca cozinhar muito. É por isso que eles cortam os vegetais em charmosos pedacinhos finos, que cozinham depressa sem perder sabor nem vitaminas.

Mais água: no verão é bom estar perto dela para moderar Fogo. Mais sombra: não comer a céu aberto, seja noite ou dia, e comer pequenas quantidades de cada vez. Evitar o vento; procurar lugares tranquilos e acalmar o espírito.

Tudo o que está em ressonância com Fogo fica mais ativo no verão, portanto mais sujeito a desequilíbrios. Aqui o sabor amargo já predomina, então a pedida é reduzir o amargo e reforçar os picantes, que protegem Metal, e os salgados, pois Água modera Fogo e nutre Madeira. Caprichando nos alimentos de natureza neutra e fresca, como convém a quem espera o outono.”

SOBRE AS EMOÇÕES

O que afeta os processos Fogo é o excesso de prazeres e alegrias, ou, ao contrário, a privação deles; a hiperexcitação das pessoas que gargalham por qualquer coisa, ou o pesar e a amargura das pessoas que lamentam profunda e longamente as perdas naturais da vida. Luto é Fogo recolhido em Água, impedido de viver seus bons sentimentos e ser o habitual portador da alegria. O oposto desse luto é o bufão que morre no meio da gargalhada, o boêmio que tem um enfarte no motel.

SOBRE AS QUALIDADES SUTIS E AS CORES

A qualidade sutil latente no coração é o espírito divino, aquele que se impõe por sua natureza amorosa. Não por coincidência o coração é tão presente nas figuras cristãs, sendo o próprio coração de Maria símbolo do maior poder, e não por acaso as altas figuras do clero reservam para si as cores de Fogo, que são o vermelho e o laranja. Não por acaso Osho, ou Rajneesh, disse a seus discípulos que vestissem os matizes vermelhos, não por coincidência tantos monges vestem o vermelho alaranjado. Todos procuram acentuar em si o espírito divino, trabalhando ou não a transmutação do fluido sexual (Fogo) em fluido espiritual (espírito divino, também Fogo).

TRECHO RETIRADO DO LIVRO “MANUAL DO HERÓI” – SONIA HIRSCH

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